ASTROLOGIA: “complemento e aliado da astronomia.” — Johannes Kepler (1571-1630), astrônomo alemão.
“A astrologia é uma doença, não uma ciência. . . . É uma árvore sob cuja sombra vicejam toda sorte de superstições.” — Moses Maimônides (1135-1204), erudito judeu da Idade Média.
“Uma proto-ciência que afirma poder avaliar a personalidade e o comportamento individual e predizer tendências e eventos futuros à base do aspecto dos céus. . . . Provavelmente por volta do 6.° século AC — os caldeus no sul do Iraque alegadamente criaram o horóscopo pessoal. Isto dizia respeito às influências exercidas pelas estrelas fixas, por ocasião do nascimento, bem como pelo Sol, pela Lua e pelos cinco planetas. . . . Os procedimentos da astrologia e a interpretação de horóscopos dependem de conceitos que os astrônomos e a maioria dos outros cientistas consideram ser subjetivos e inaceitáveis.” — C. A. Ronan, coordenador de projeto, Curadoria da História da Ciência do Leste da Ásia, Cambridge, Inglaterra, e colaborador da The International Encyclopedia of Astronomy, de onde essa citação foi tirada.
Ilustrando essa subjetividade, Ronan explica que, enquanto que para a mentalidade ocidental o planeta vermelho, Marte, se relaciona com guerra e beligerância, para os chineses, vermelho é uma cor bela, e Marte é encarado como tendo uma influência benigna. Em contraste, a mitologia ocidental associa Vênus com brancura e beleza. Para os chineses, “o branco . . . é considerado a cor da morte, da decadência e da destruição; Vênus era, pois, mencionado como ‘o sombrio planeta da guerra’”.
Ronan prossegue: “Apesar de sua natureza proto-científica, a astrologia nos tempos primitivos desempenhou uma parte útil em promover a observação astronômica e em suprir fundos para realizá-la.”
Em 1975, 19 ganhadores de prêmios Nobel, junto com outros cientistas, lançaram um manifesto intitulado “Objeções à Astrologia — Declaração de 192 Destacados Cientistas”. Dizia:
“Nos tempos antigos, as pessoas . . . não tinham nenhum conceito das amplas distâncias entre a Terra e os planetas e estrelas. Agora que tais distâncias podem ser calculadas, e têm sido calculadas, podemos depreender quão infinitesimamente pequenos são os efeitos gravitacionais e outros, produzidos pelos planetas distantes, e pelas estrelas, ainda mais longínquas. É simplesmente um erro imaginar que as forças exercidas pelas estrelas e pelos planetas, no momento do nascimento, possam, de algum modo, moldar nosso futuro.”
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário