Será que buscar conhecer as caraterísticas ou o futuro de alguém por meio de presságios tem base científica? Isso carece por completo de evidência. Afirma o livro The Biological and Social Meaning of Race (O Sentido Biológico e Social de Raça): “O número possível de diferentes combinações de genes que um único humano poderia herdar é maior do que o número de átomos no universo.” As caraterísticas duma pessoa, seu modo de pensar e as decisões que governam seu futuro também envolvem seu meio-ambiente e sua cultura.
Poderia haver qualquer correspondência significativa entre a personalidade ou o futuro de alguém e o lance dum par de dados (que só apresenta 36 possibilidades), o assentamento de folhas de chá, ou qualquer outra ocorrência ocasional? E serem as personalidades determinadas mormente pela hereditariedade por ocasião da concepção elimina qualquer “influência” dos corpos celestes na ocasião do nascimento.
Outro problema: Por causa da “precessão dos equinócios”, causada por ligeira “oscilação” da terra à medida que gira sobre seu eixo, o sol agora cruza o equador a cada primavera setentrional na constelação chamada Peixes, ao invés de na de Carneiro (Aries). Isto coloca as cartas tradicionais de astrologia que fornecem datas para a passagem do sol pelas doze constelações do zodíaco uma seção inteira fora de alinhamento.
“A inferência disso é clara”, observa Christopher McIntosh em The Astrologers and Their Creed (Os Astrólogos e Seu Credo). “Ou a tradição astrológica se tornou obsoleta logo que a precessão começou a influir no alinhamento dos signos e das constelações, ou as qualidades atribuídas aos signos não estão de forma alguma ligadas às estrelas.”
Naturalmente, outros métodos de adivinhação relacionados à astrologia (tais como certos tipos de leitura de cartas e quiromancia) igualmente carecem de base científica. É por isso que as predições dos adivinhos com freqüência falham.
“Mas, nem sempre falham”, alguém talvez objete. Isto é verdade. Vez por outra, alguns adivinhos têm sido surpreendentemente exatos. Mas, se seus métodos não são científicos, a que se atribui tal exatidão?
sábado, 28 de agosto de 2010
Métodos de Adivinhar a Sorte
Adivinhar a sorte, segundo The Encyclopedia Americana, envolve “predizer a sorte ou futuro da pessoa, por alegados sinais ou indícios vistos e interpretados por adivinhos amadores ou profissionais”.
Adivinhar a sorte, portanto, é uma forma de adivinhação, processo de se obter conhecimento do desconhecido ou do futuro por meios extraordinários. É por isso que os nomes de muitos de seus métodos terminam com mancia (do grego manteía: “o modo de adivinhação”). Há, para exemplificar, a cartomancia (adivinhação da sorte por cartas), quiromancia (pelas linhas da mão) e cristalomancia (pelo uso duma bola de cristal ou de outro objeto transparente).
Muitos métodos de adivinhação envolvem a procura e a interpretação de presságios ou sinais que supostamente prefiguram eventos futuros. A astrologia se acha nesta categoria. Diz-se que o sol, a lua, as estrelas e os planetas influem sobre eventos terrestres e humanos. Cada grupo de estrelas e cada planeta, presume-se, exerce determinada influência, positiva ou negativa. Os astrólogos fazem um “horóscopo” ou carta das posições dos corpos celestes em relação uns aos outros na ocasião do nascimento da pessoa. A base disto, pretendem poder ler sua personalidade e seu destino.
A quiroscopia é uma forma de adivinhação pelo exame das linhas e de outras caraterísticas da palma da mão da pessoa. Demonstrando íntima conexão com a astrologia, os quiróscopos mencionam as mãos como tendo “montes” com nomes antigos dados em honra aos sete planetas conhecidos dos astrólogos antigos.
Alguns adivinhos operam com o baralho Tarô. Estas cartas especiais incluem 22 “tarôs” (ou trunfos) e 56 cartas numéricas. As cartas numéricas são divididas em quatro naipes. A cada naipe dá-se um sentido geral e dá-se a cada carta um significado específico. As cartas são interpretadas segundo os significados atribuídos a elas, modificados pela combinação de uma carta dada, podida ou mostrada.
A leitura do tarô, também, está ligada à astrologia. O livro How the Tarot Speakes to Modern Man (Como o Tarô se Exprime ao Homem Moderno) explica que os leitores do Tarô “baseiam sua interpretação das cartas na estrutura do universo, especialmente no sistema solar, conforme simbolizado pela Santa Cabala”. A “Cabala” (conjunto de doutrina oculta judaica) divide o universo em três elementos (fogo, ar e água), em sete planetas e nos doze signos do zodíaco — 22 ao todo, correspondendo às 22 cartas de trunfo do baralho Tarô.
Há muitos outros métodos de adivinhação por meio de presságios, inclusive pelo modo em que as folhas de chá se assentam no fundo da chávena, as configurações das gotas de óleo sobre a superfície da água e a queda de dados ou de dominós.
Adivinhar a sorte, portanto, é uma forma de adivinhação, processo de se obter conhecimento do desconhecido ou do futuro por meios extraordinários. É por isso que os nomes de muitos de seus métodos terminam com mancia (do grego manteía: “o modo de adivinhação”). Há, para exemplificar, a cartomancia (adivinhação da sorte por cartas), quiromancia (pelas linhas da mão) e cristalomancia (pelo uso duma bola de cristal ou de outro objeto transparente).
Muitos métodos de adivinhação envolvem a procura e a interpretação de presságios ou sinais que supostamente prefiguram eventos futuros. A astrologia se acha nesta categoria. Diz-se que o sol, a lua, as estrelas e os planetas influem sobre eventos terrestres e humanos. Cada grupo de estrelas e cada planeta, presume-se, exerce determinada influência, positiva ou negativa. Os astrólogos fazem um “horóscopo” ou carta das posições dos corpos celestes em relação uns aos outros na ocasião do nascimento da pessoa. A base disto, pretendem poder ler sua personalidade e seu destino.
A quiroscopia é uma forma de adivinhação pelo exame das linhas e de outras caraterísticas da palma da mão da pessoa. Demonstrando íntima conexão com a astrologia, os quiróscopos mencionam as mãos como tendo “montes” com nomes antigos dados em honra aos sete planetas conhecidos dos astrólogos antigos.
Alguns adivinhos operam com o baralho Tarô. Estas cartas especiais incluem 22 “tarôs” (ou trunfos) e 56 cartas numéricas. As cartas numéricas são divididas em quatro naipes. A cada naipe dá-se um sentido geral e dá-se a cada carta um significado específico. As cartas são interpretadas segundo os significados atribuídos a elas, modificados pela combinação de uma carta dada, podida ou mostrada.
A leitura do tarô, também, está ligada à astrologia. O livro How the Tarot Speakes to Modern Man (Como o Tarô se Exprime ao Homem Moderno) explica que os leitores do Tarô “baseiam sua interpretação das cartas na estrutura do universo, especialmente no sistema solar, conforme simbolizado pela Santa Cabala”. A “Cabala” (conjunto de doutrina oculta judaica) divide o universo em três elementos (fogo, ar e água), em sete planetas e nos doze signos do zodíaco — 22 ao todo, correspondendo às 22 cartas de trunfo do baralho Tarô.
Há muitos outros métodos de adivinhação por meio de presságios, inclusive pelo modo em que as folhas de chá se assentam no fundo da chávena, as configurações das gotas de óleo sobre a superfície da água e a queda de dados ou de dominós.
Adivinhar a sorte — pode isso realmente ajudá-lo?
“LEIO sua vida como um livro aberto.” “Respondo a todas as perguntas.” “Traga-me seus problemas e eu os resolverei — não importa quais sejam seus problemas.”
Tais afirmações foram feitas por uma adivinhadora da sorte num folheto que anunciava seus serviços.
Muitos levam a sério tais afirmações. Em todo o mundo, os que adivinham a sorte gozam de prósperos negócios. Alguns indivíduos visitam um deles todo dia e não fazem nenhuma grande decisão sem tal consulta.
O que é adivinhar a sorte? Pode realmente responder às questões vitais e solucionar problemas, Pode a adivinhação da sorte ajudá-lo?
Tais afirmações foram feitas por uma adivinhadora da sorte num folheto que anunciava seus serviços.
Muitos levam a sério tais afirmações. Em todo o mundo, os que adivinham a sorte gozam de prósperos negócios. Alguns indivíduos visitam um deles todo dia e não fazem nenhuma grande decisão sem tal consulta.
O que é adivinhar a sorte? Pode realmente responder às questões vitais e solucionar problemas, Pode a adivinhação da sorte ajudá-lo?
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O que há por trás das superstições?
Muitas superstições se devem basicamente ao medo dos espíritos dos mortos ou de qualquer espírito. Certos acontecimentos são interpretados como esforços desses espíritos para contatar os vivos por meio de uma ameaça, um aviso ou uma graça.
As superstições também são muito associadas às curas e à medicina. Para a maioria da população dos países em desenvolvimento, a medicina moderna é muito cara e muitas vezes simplesmente não está ao seu alcance. Por isso, muitos procuram obter curas ou tentam tomar medidas preventivas recorrendo a costumes associados com seus ancestrais, espiritismo e superstições. Há também o fato de se sentirem mais à vontade com um curandeiro que conhece seus costumes e fala seu dialeto do que com um médico profissional. Desse modo, perpetuam-se as crenças supersticiosas.
As tradições supersticiosas sustentam a idéia de que as doenças e os acidentes não são coisas que acontecem por acaso, mas sim obras das forças do mundo espiritual. Os curandeiros podem dizer que um ancestral falecido está infeliz com alguma coisa. Ou médiuns espíritas talvez sugiram que a pessoa ficou doente ou se acidentou porque foi enfeitiçada por um curandeiro rival a pedido de alguém.
As superstições variam muito de um lugar para outro e sua propagação depende do folclore, das lendas e das circunstâncias locais. Mas o denominador comum entre todas elas é a crença que alguém, ou algo, do mundo espiritual precisa ser apaziguado.
As superstições também são muito associadas às curas e à medicina. Para a maioria da população dos países em desenvolvimento, a medicina moderna é muito cara e muitas vezes simplesmente não está ao seu alcance. Por isso, muitos procuram obter curas ou tentam tomar medidas preventivas recorrendo a costumes associados com seus ancestrais, espiritismo e superstições. Há também o fato de se sentirem mais à vontade com um curandeiro que conhece seus costumes e fala seu dialeto do que com um médico profissional. Desse modo, perpetuam-se as crenças supersticiosas.
As tradições supersticiosas sustentam a idéia de que as doenças e os acidentes não são coisas que acontecem por acaso, mas sim obras das forças do mundo espiritual. Os curandeiros podem dizer que um ancestral falecido está infeliz com alguma coisa. Ou médiuns espíritas talvez sugiram que a pessoa ficou doente ou se acidentou porque foi enfeitiçada por um curandeiro rival a pedido de alguém.
As superstições variam muito de um lugar para outro e sua propagação depende do folclore, das lendas e das circunstâncias locais. Mas o denominador comum entre todas elas é a crença que alguém, ou algo, do mundo espiritual precisa ser apaziguado.
As superstições controlam sua vida?
HÁ SUPERSTIÇÕES no mundo todo. Às vezes, são prezadas como parte da herança cultural. Ou podem ser consideradas uma curiosidade trivial, que dá sabor à vida. No Ocidente, as superstições geralmente não são levadas muito a sério. Em outros lugares, como na África, por exemplo, as superstições podem influenciar seriamente a vida das pessoas.
Grande parte da cultura africana baseia-se na superstição. Publicações, filmes e programas de rádio produzidos na África muitas vezes destacam superstições e assuntos místicos, como magia, culto aos antepassados e amuletos. Onde se originaram as superstições e por que as pessoas são tão influenciadas por elas?
Grande parte da cultura africana baseia-se na superstição. Publicações, filmes e programas de rádio produzidos na África muitas vezes destacam superstições e assuntos místicos, como magia, culto aos antepassados e amuletos. Onde se originaram as superstições e por que as pessoas são tão influenciadas por elas?
Viver sob o controle da superstição
VOCÊ esbarra sem querer em alguém ao sair de casa. Tropeça numa pedra. Ouve o pio de determinada ave à noite. Tem o mesmo sonho várias vezes. Para muitos, essas coisas são corriqueiras e inofensivas. Mas para certos povos da África Ocidental, esses acontecimentos podem ser encarados como sinais, presságios ou mensagens do mundo espiritual. Dependendo do sinal e de sua interpretação, algo de muito bom ou uma calamidade poderá acontecer à pessoa.
Obviamente, a África não é o único lugar em que existem superstições. Apesar de viver muitos anos sob um regime oficialmente ateísta, um número surpreendente de pessoas na China e em algumas repúblicas da antiga União Soviética ainda se apegam a determinadas superstições. No Ocidente, muitos consultam o horóscopo, têm pavor mórbido da sexta-feira 13, e têm horror a gato preto. Alguns dos habitantes do extremo norte do planeta encaram a aurora boreal como sinal de guerra e pestilências. Na Índia, a Aids tem sido espalhada por caminhoneiros que acreditam que precisam ter relações sexuais para manter baixa a temperatura do corpo nos dias quentes. No Japão, operários que trabalham na construção de túneis acreditam que dá azar uma mulher entrar no túnel antes de ele ser concluído. Há muitas superstições também no mundo dos esportes. Um jogador de voleibol, por exemplo, chegou a atribuir as vitórias de seu time ao fato de ele usar meias pretas em vez de brancas. A lista é interminável.
E você? Tem algum medo inexplicável, que guarda para si? Sente-se afetado por uma “crença ou costume para o qual parece não haver explicação lógica”? Sua resposta pode ser reveladora, porque é assim que uma obra de referência define a palavra “superstição”.
Quem permite que a superstição influencie suas decisões e sua rotina diária está, na verdade, permitindo que sua vida seja controlada por algo que realmente não entende. Acha que isso é sensato? Deveríamos submeter-nos a tal influência obscura e possivelmente sinistra? Será que a superstição é uma idiossincrasia inofensiva ou uma ameaça perigosa?
Obviamente, a África não é o único lugar em que existem superstições. Apesar de viver muitos anos sob um regime oficialmente ateísta, um número surpreendente de pessoas na China e em algumas repúblicas da antiga União Soviética ainda se apegam a determinadas superstições. No Ocidente, muitos consultam o horóscopo, têm pavor mórbido da sexta-feira 13, e têm horror a gato preto. Alguns dos habitantes do extremo norte do planeta encaram a aurora boreal como sinal de guerra e pestilências. Na Índia, a Aids tem sido espalhada por caminhoneiros que acreditam que precisam ter relações sexuais para manter baixa a temperatura do corpo nos dias quentes. No Japão, operários que trabalham na construção de túneis acreditam que dá azar uma mulher entrar no túnel antes de ele ser concluído. Há muitas superstições também no mundo dos esportes. Um jogador de voleibol, por exemplo, chegou a atribuir as vitórias de seu time ao fato de ele usar meias pretas em vez de brancas. A lista é interminável.
E você? Tem algum medo inexplicável, que guarda para si? Sente-se afetado por uma “crença ou costume para o qual parece não haver explicação lógica”? Sua resposta pode ser reveladora, porque é assim que uma obra de referência define a palavra “superstição”.
Quem permite que a superstição influencie suas decisões e sua rotina diária está, na verdade, permitindo que sua vida seja controlada por algo que realmente não entende. Acha que isso é sensato? Deveríamos submeter-nos a tal influência obscura e possivelmente sinistra? Será que a superstição é uma idiossincrasia inofensiva ou uma ameaça perigosa?
O que lhe dizem as estrelas?
DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NO BRASIL
“OUVIU falar que nas estrelas está escrito que em julho próximo haverá uma colisão com Marte?” Estas palavras de Cole Porter, na sua canção rimada, em inglês, expressam bem a crença comum e antiga de que o futuro do homem de algum modo se relaciona com as estrelas. Mas existe alguma relação real entre os corpos celestes e a vida da humanidade na Terra? Em caso afirmativo, como isso afeta a humanidade? Em caso negativo, que finalidade têm as estrelas?
Não é de admirar que tantas pessoas se interessem no futuro quando consideramos alguns acontecimentos dramáticos recentes: a queda do Muro de Berlim e o rápido colapso da ex-União Soviética, a falta de confiança nos líderes políticos, o ódio étnico vindo à tona na África e na Europa, a inimizade religiosa na Índia e na Irlanda, a inflação galopante que atinge tantos países, e a rebelião dos jovens. Segundo um informe da Universidade de Hamburgo, 1992 foi o ano mais belicoso desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com 52 conflitos armados em diferentes países. É natural que os amantes da paz se perguntem: ‘A que podemos recorrer em busca de estabilidade, paz e segurança?’
A incerteza a respeito do futuro resultou numa explosão de interesse pela adivinhação em suas variadas formas. A astrologia é provavelmente a mais conhecida. Distinta da ciência da astronomia, a astrologia é “a adivinhação das supostas influências das estrelas e dos planetas sobre os assuntos humanos e sobre os eventos terrestres, através de suas posições e aspectos”. Hoje, milhões de pessoas não conseguem resistir à tentação de ler seu horóscopo em busca de dicas sobre o seu futuro.
Outras áreas em que os astrólogos alegam prever o futuro incluem o desfecho de problemas conjugais e problemas de saúde, a ascensão e queda de líderes políticos, a melhor data para iniciar um novo negócio e que números jogar na loteria.
Segundo um informe da agência Reuters, Nancy Reagan, na época em que seu marido era presidente dos Estados Unidos, consultava regularmente a astróloga Joan Quigley, para saber qual era a melhor ocasião de ele proferir seus discursos e quando seu avião devia decolar ou aterrissar. A New Catholic Encyclopedia revelou que “a astrologia foi usada pelo Papa Júlio II [1503-13] para marcar o dia de sua coroação, e por Paulo III [1534-49] para determinar a ocasião adequada para cada Consistório”. Alfred Hug, diretor de uma firma suíça que usa a astrologia para aconselhar investidores da bolsa de valores, garante bons resultados. “Está escrito nas estrelas”, afirma.
“OUVIU falar que nas estrelas está escrito que em julho próximo haverá uma colisão com Marte?” Estas palavras de Cole Porter, na sua canção rimada, em inglês, expressam bem a crença comum e antiga de que o futuro do homem de algum modo se relaciona com as estrelas. Mas existe alguma relação real entre os corpos celestes e a vida da humanidade na Terra? Em caso afirmativo, como isso afeta a humanidade? Em caso negativo, que finalidade têm as estrelas?
Não é de admirar que tantas pessoas se interessem no futuro quando consideramos alguns acontecimentos dramáticos recentes: a queda do Muro de Berlim e o rápido colapso da ex-União Soviética, a falta de confiança nos líderes políticos, o ódio étnico vindo à tona na África e na Europa, a inimizade religiosa na Índia e na Irlanda, a inflação galopante que atinge tantos países, e a rebelião dos jovens. Segundo um informe da Universidade de Hamburgo, 1992 foi o ano mais belicoso desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com 52 conflitos armados em diferentes países. É natural que os amantes da paz se perguntem: ‘A que podemos recorrer em busca de estabilidade, paz e segurança?’
A incerteza a respeito do futuro resultou numa explosão de interesse pela adivinhação em suas variadas formas. A astrologia é provavelmente a mais conhecida. Distinta da ciência da astronomia, a astrologia é “a adivinhação das supostas influências das estrelas e dos planetas sobre os assuntos humanos e sobre os eventos terrestres, através de suas posições e aspectos”. Hoje, milhões de pessoas não conseguem resistir à tentação de ler seu horóscopo em busca de dicas sobre o seu futuro.
Outras áreas em que os astrólogos alegam prever o futuro incluem o desfecho de problemas conjugais e problemas de saúde, a ascensão e queda de líderes políticos, a melhor data para iniciar um novo negócio e que números jogar na loteria.
Segundo um informe da agência Reuters, Nancy Reagan, na época em que seu marido era presidente dos Estados Unidos, consultava regularmente a astróloga Joan Quigley, para saber qual era a melhor ocasião de ele proferir seus discursos e quando seu avião devia decolar ou aterrissar. A New Catholic Encyclopedia revelou que “a astrologia foi usada pelo Papa Júlio II [1503-13] para marcar o dia de sua coroação, e por Paulo III [1534-49] para determinar a ocasião adequada para cada Consistório”. Alfred Hug, diretor de uma firma suíça que usa a astrologia para aconselhar investidores da bolsa de valores, garante bons resultados. “Está escrito nas estrelas”, afirma.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Origem na Religião da Antiga Babilônia
Se examinar a história da astrologia, do que fica sabendo? Onde e como se originou? Declara o Professor Morris Jastrow: “A história da astrologia pode ser rebuscada agora à antiga Babilônia, e deveras, às mais primitivas fases da história babilônica.” A respeito do zodíaco, The Century Dictionary and Cyclopedia indica: “Há forte evidência de que o zodíaco foi formado em Babilônia por volta de 2100 A. C. . . . Várias das figuras das antigas constelações têm notável caráter babilônico, . . . e quase todas podem ser explicadas pela mitologia babilônica.
Que finalidade teve a astrologia em seu início? Continua o Professor Jastrow: “Na Babilônia, bem como na Assíria, . . . a astrologia assume seu lugar no culto oficial como um dos dois meios principais à disposição dos sacerdotes . . . para assegurarem-se da vontade e da intenção dos deuses.” O sol, a lua e os planetas eram considerados os lares dos deuses babilônicos, e receberam nomes em honra deles. Os sacerdotes criam que a interpretação correta dos movimentos destes corpos revelaria o que os deuses estavam prestes a fazer. Assim, a astrologia era religiosa desde seu início. Era uma forma de adivinhação por meio de presságios.
Naturalmente, os devotos da astrologia hoje não afirmam que os planetas sejam moradas dos deuses antigos. Mas, sua fé na astrologia equivale à mesma coisa. Como assim? Bem, não se deriva a astrologia moderna dessa antiga superstição babilônica? Um ramo duma árvore não é ainda parte da árvore? Também, que diferença essencial existe entre crer que os “deuses” planetários ou as “forças” planetárias governem assuntos humanos?
Os astrólogos talvez sustentem que sua prática é uma ciência, mas temos visto que a evidência não apóia sua pretensão. O fato é que a astrologia hoje nada mais é senão um rebento moderno da religião pagã da antiga Babilônia. Deseja envolver-se em tal superstição? Se desejar, que tipo de influência ela exercerá sobre sua pessoa?
Que finalidade teve a astrologia em seu início? Continua o Professor Jastrow: “Na Babilônia, bem como na Assíria, . . . a astrologia assume seu lugar no culto oficial como um dos dois meios principais à disposição dos sacerdotes . . . para assegurarem-se da vontade e da intenção dos deuses.” O sol, a lua e os planetas eram considerados os lares dos deuses babilônicos, e receberam nomes em honra deles. Os sacerdotes criam que a interpretação correta dos movimentos destes corpos revelaria o que os deuses estavam prestes a fazer. Assim, a astrologia era religiosa desde seu início. Era uma forma de adivinhação por meio de presságios.
Naturalmente, os devotos da astrologia hoje não afirmam que os planetas sejam moradas dos deuses antigos. Mas, sua fé na astrologia equivale à mesma coisa. Como assim? Bem, não se deriva a astrologia moderna dessa antiga superstição babilônica? Um ramo duma árvore não é ainda parte da árvore? Também, que diferença essencial existe entre crer que os “deuses” planetários ou as “forças” planetárias governem assuntos humanos?
Os astrólogos talvez sustentem que sua prática é uma ciência, mas temos visto que a evidência não apóia sua pretensão. O fato é que a astrologia hoje nada mais é senão um rebento moderno da religião pagã da antiga Babilônia. Deseja envolver-se em tal superstição? Se desejar, que tipo de influência ela exercerá sobre sua pessoa?
O Que Dizer das Datas do Zodíaco?
Há ainda outra séria dificuldade. Lembramo-nos de que as datas dos signos do zodíaco foram calculadas à base das constelações que apareciam neles há cerca de dois mil anos. Nesse tempo, por exemplo, a constelação de Áries podia ser vista na seção de “Aries” do zodíaco. O sol apareceria nesta constelação no equinócio da primavera setentrional (cerca de 21 de março) e permanecia ali por cerca de trinta dias. Os mapas do zodíaco fornecem a impressão de que isto ainda se dá, designando o período de 21 de março a 20 de abril a Áries. Mas, isto é incorreto. The World Book Encyclopedia explica porque:
“A cada ano, o sol cruza o equador a cerca de 50 segundos do arco a oeste dos pontos em que o cruzou o ano antes. Este movimento para o ocidente, dos pontos equinociais, é chamado de precessão dos equinócios. . . .
“Devido à precessão, os signos do zodíaco não mais correspondem às constelações em honra das quais foram chamados. Há mais de 2.000 anos, o sol estava na parte do céu chamada de Aries no equinócio da primavera [setentrional] e é ainda chamada de a primeira de Aries. Acha-se agora na constelação de Pisces, e se move no sentido da constelação chamada Aquarius no zodíaco.”
Assim, as datas fornecidas nos mapas do zodíaco para o aparecimento do sol nas várias constelações estão todas deslocadas uma seção, ou, como se expressa a mesma enciclopédia: “Atualmente, as estrelas de Aries se acham no signo [seção] de Taurus. As de Taurus acham-se no signo [seção] de Gemini, as de Gemini no signo [seção] de Câncer e assim por diante.” Os horóscopos baseados nas antigas datas estão inteiramente errados. Convém-lhe algo tão carente de base científica?
“A cada ano, o sol cruza o equador a cerca de 50 segundos do arco a oeste dos pontos em que o cruzou o ano antes. Este movimento para o ocidente, dos pontos equinociais, é chamado de precessão dos equinócios. . . .
“Devido à precessão, os signos do zodíaco não mais correspondem às constelações em honra das quais foram chamados. Há mais de 2.000 anos, o sol estava na parte do céu chamada de Aries no equinócio da primavera [setentrional] e é ainda chamada de a primeira de Aries. Acha-se agora na constelação de Pisces, e se move no sentido da constelação chamada Aquarius no zodíaco.”
Assim, as datas fornecidas nos mapas do zodíaco para o aparecimento do sol nas várias constelações estão todas deslocadas uma seção, ou, como se expressa a mesma enciclopédia: “Atualmente, as estrelas de Aries se acham no signo [seção] de Taurus. As de Taurus acham-se no signo [seção] de Gemini, as de Gemini no signo [seção] de Câncer e assim por diante.” Os horóscopos baseados nas antigas datas estão inteiramente errados. Convém-lhe algo tão carente de base científica?
Convém-lhe a astrologia?
“QUE tipo de pessoa sou eu?” “Qual é minha vocação na vida?” “O que o futuro me reserva?” Já ponderou sobre tais perguntas? A maioria já. Em busca das respostas, milhões de pessoas por toda a história recorreram à astrologia. O que quer dizer este termo?
The Century Dictionary and Cyclopedia define astrologia como estudo que “presume que os corpos celestes [sol, lua, estrelas e planetas] exercem, segundo suas posições relativas em certos tempos, direta influência sobre a vida e o destino humanos”.
Há alguma base válida para a astrologia? Pode-se obter conhecimentos sobrenaturais por empregá-la? Se se envolvesse na astrologia, exerceria ela boa influência sobre sua pessoa?
Crescente Interesse Pela Astrologia Hoje
Os anos recentes presenciaram enorme surto de interesse pela astrologia. Sobre isso, declarou o escritor Jess Stearn:
“A astrologia, a arte certa vez desacreditada dos caldeus e babilônios, agora passa por singular ressurgimento. Tão forte se tornou a moda — não só por parte de crédulas senhoras idosas, mas também por parte de intelectuais e jovens — que há arquitetos que planejam casas especialmente para pessoas nascidas sob certos signos do zodíaco [e] decoradores de interiores e fabricantes que adaptam esquemas de cores às pessoas destes mesmíssimos signos.”
Pessoas de todas as rodas de vida se interessam pela astrologia. Tanto ricos como pobres lêem diariamente seus horóscopos. Apenas nos EUA, cerca de dez milhões de pessoas seguem zelosamente a astrologia, e cerca de outros 40 milhões têm algum contato com ela. Há vinte anos atrás, podiam-se achar colunas de horóscopos em menos de cem jornais naquele país. Hoje, mais de mil jornais dos EUA as publicam.
Por que as pessoas seguem a astrologia? O interesse próprio amiúde é um fator motivador. Exemplificando: rapazes e moças com intenções românticas amiúde comparam os seus horóscopos para ver se são “feitos” um para o outro. Muitos, pela astrologia, procuram saber que passos financeiros devem dar, e quando. Na Ásia, as datas de casamento e do enterro são amiúde determinadas pela astrologia. No Oriente, tanto a época como a direção exata dos desfiles cerimoniais são com freqüência determinadas pelos astrólogos. Até muros palaciais têm sido derrubados de modo que um desfile possa seguir em alinhamento com os planetas.
Insistem os astrólogos que aquilo que fazem é realmente uma ciência. Um deles escreveu em data recente: “É o maior cabedal de conhecimentos da história humana — sem excessão.” No entanto, muitas obras de referência definem a astrologia como “pseudociência” (isto é, “falsa ou pretensa ciência”). Qual é a verdade sobre o assunto? Como é que os astrólogos fazem seus cálculos? É seu método verdadeiramente científico? A resposta a tais perguntas talvez tenha que ver com se a astrologia lhe convém.
The Century Dictionary and Cyclopedia define astrologia como estudo que “presume que os corpos celestes [sol, lua, estrelas e planetas] exercem, segundo suas posições relativas em certos tempos, direta influência sobre a vida e o destino humanos”.
Há alguma base válida para a astrologia? Pode-se obter conhecimentos sobrenaturais por empregá-la? Se se envolvesse na astrologia, exerceria ela boa influência sobre sua pessoa?
Crescente Interesse Pela Astrologia Hoje
Os anos recentes presenciaram enorme surto de interesse pela astrologia. Sobre isso, declarou o escritor Jess Stearn:
“A astrologia, a arte certa vez desacreditada dos caldeus e babilônios, agora passa por singular ressurgimento. Tão forte se tornou a moda — não só por parte de crédulas senhoras idosas, mas também por parte de intelectuais e jovens — que há arquitetos que planejam casas especialmente para pessoas nascidas sob certos signos do zodíaco [e] decoradores de interiores e fabricantes que adaptam esquemas de cores às pessoas destes mesmíssimos signos.”
Pessoas de todas as rodas de vida se interessam pela astrologia. Tanto ricos como pobres lêem diariamente seus horóscopos. Apenas nos EUA, cerca de dez milhões de pessoas seguem zelosamente a astrologia, e cerca de outros 40 milhões têm algum contato com ela. Há vinte anos atrás, podiam-se achar colunas de horóscopos em menos de cem jornais naquele país. Hoje, mais de mil jornais dos EUA as publicam.
Por que as pessoas seguem a astrologia? O interesse próprio amiúde é um fator motivador. Exemplificando: rapazes e moças com intenções românticas amiúde comparam os seus horóscopos para ver se são “feitos” um para o outro. Muitos, pela astrologia, procuram saber que passos financeiros devem dar, e quando. Na Ásia, as datas de casamento e do enterro são amiúde determinadas pela astrologia. No Oriente, tanto a época como a direção exata dos desfiles cerimoniais são com freqüência determinadas pelos astrólogos. Até muros palaciais têm sido derrubados de modo que um desfile possa seguir em alinhamento com os planetas.
Insistem os astrólogos que aquilo que fazem é realmente uma ciência. Um deles escreveu em data recente: “É o maior cabedal de conhecimentos da história humana — sem excessão.” No entanto, muitas obras de referência definem a astrologia como “pseudociência” (isto é, “falsa ou pretensa ciência”). Qual é a verdade sobre o assunto? Como é que os astrólogos fazem seus cálculos? É seu método verdadeiramente científico? A resposta a tais perguntas talvez tenha que ver com se a astrologia lhe convém.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Ajudam Realmente os Horóscopos?
É claro que sim, respondem seus fervorosos adeptos. Por que pensam assim? Certa pessoa explicou: “Leio todo dia meu horóscopo . . . e diria que em cerca de 80 por cento as coisas que me disseram se provaram corretas.” Sim, tais pessoas acham que soluções, ou pelo menos orientações, para seus problemas, podem ser encontradas nos horóscopos.
Não obstante, são realmente de ajuda as colunas de horóscopos dos jornais e das revistas? Observe o que a famosa astróloga Alexandra Mark escreveu em seu livro Astrology for the Aquarian Age (Astrologia Para a Era de Aquário): “Estas leituras . . . quase que não têm chance de se aplicarem a um indivíduo, exceto à base da coincidência. Mas, não se pode desperceber o poder da sugestão.” Pare e pense, gostaria que sua vida fosse guiada por simples coincidência ou unicamente pelo poder da sugestão?
‘No entanto’, talvez pergunte, ‘será que fazer-se um horóscopo pessoal baseado na hora e no local de nascimento exatos seria mais preciso?’ Tal crença obviamente se baseia na noção de que, de algum modo, os corpos celestes exercem poderosa influência sobre a vida das pessoas. Todavia, como poderia isto ser verdade em vista das amplas distâncias entre os planetas e a Terra? Os cientistas têm demonstrado que o efeito dos corpos celestes sobre os indivíduos, se é que existe, é insignificante. Efetivamente, a própria premissa em que se baseava a astrologia, de que a Terra era o centro do universo, e de que o sol e os planetas giravam em volta dela, é falsa.
Ao passo que a utilidade dos horóscopos é questionável, faríamos bem em formular a pergunta mais importante:
Não obstante, são realmente de ajuda as colunas de horóscopos dos jornais e das revistas? Observe o que a famosa astróloga Alexandra Mark escreveu em seu livro Astrology for the Aquarian Age (Astrologia Para a Era de Aquário): “Estas leituras . . . quase que não têm chance de se aplicarem a um indivíduo, exceto à base da coincidência. Mas, não se pode desperceber o poder da sugestão.” Pare e pense, gostaria que sua vida fosse guiada por simples coincidência ou unicamente pelo poder da sugestão?
‘No entanto’, talvez pergunte, ‘será que fazer-se um horóscopo pessoal baseado na hora e no local de nascimento exatos seria mais preciso?’ Tal crença obviamente se baseia na noção de que, de algum modo, os corpos celestes exercem poderosa influência sobre a vida das pessoas. Todavia, como poderia isto ser verdade em vista das amplas distâncias entre os planetas e a Terra? Os cientistas têm demonstrado que o efeito dos corpos celestes sobre os indivíduos, se é que existe, é insignificante. Efetivamente, a própria premissa em que se baseava a astrologia, de que a Terra era o centro do universo, e de que o sol e os planetas giravam em volta dela, é falsa.
Ao passo que a utilidade dos horóscopos é questionável, faríamos bem em formular a pergunta mais importante:
domingo, 1 de agosto de 2010
“O tempo e o imprevisto”
Alguns se interessam em numerologia porque desejam tornar previsível a sua vida. Mas a Bíblia esclarece que os detalhes da vida humana não podem ser traçados com antecedência. Lemos: “A corrida não é dos ligeiros, nem a batalha dos poderosos, nem tampouco são os sábios os que têm alimento, nem tampouco são os entendidos os que têm riquezas, nem mesmo os que têm conhecimento têm o favor; porque o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos eles.” (Eclesiastes 9:11) Sim, muitos eventos são inesperados. Tais casualidades frustram qualquer tentativa de predizer resultados à base da data de nascimento ou do valor numérico de um nome.
Veja outro exemplo. Incentivando a generosidade, a Bíblia declara: “Envia teu pão sobre a superfície das águas, pois no decorrer de muitos dias o acharás de novo. Dá um quinhão a sete ou mesmo a oito, pois não sabes que calamidade ocorrerá na terra.” (Eclesiastes 11:1, 2) Com poucas exceções, calamidades são coisas que as pessoas não sabem quando vão ocorrer — nem têm como saber. Assim, o professor de matemática Underwood Dudley escreveu a respeito de numerólogos: “Eles não dão suficiente crédito ao casual. Coisas espantosas podem acontecer ao acaso.”
É verdade que os numerólogos podem fazer algumas predições acertadas. Como explicar isso? Em alguns casos, pode ser coincidência. E, às vezes, a linguagem dos numerólogos é tão ambígua que poderia se aplicar a diversos resultados. Mas existe algo mais sério a considerar.
Veja outro exemplo. Incentivando a generosidade, a Bíblia declara: “Envia teu pão sobre a superfície das águas, pois no decorrer de muitos dias o acharás de novo. Dá um quinhão a sete ou mesmo a oito, pois não sabes que calamidade ocorrerá na terra.” (Eclesiastes 11:1, 2) Com poucas exceções, calamidades são coisas que as pessoas não sabem quando vão ocorrer — nem têm como saber. Assim, o professor de matemática Underwood Dudley escreveu a respeito de numerólogos: “Eles não dão suficiente crédito ao casual. Coisas espantosas podem acontecer ao acaso.”
É verdade que os numerólogos podem fazer algumas predições acertadas. Como explicar isso? Em alguns casos, pode ser coincidência. E, às vezes, a linguagem dos numerólogos é tão ambígua que poderia se aplicar a diversos resultados. Mas existe algo mais sério a considerar.
Deve-se buscar orientação nos números?
SERÁ que a numerologia resiste ao escrutínio da ciência e da razão? Podem os números revelar o nosso destino? Devemos traçar o nosso futuro à base de achados e predições numerológicas?
Uma objeção que os numerólogos não têm como refutar é o fato de que diferentes culturas usam diferentes calendários. Por exemplo, que dizer se a pessoa vive num lugar em que se usa o calendário chinês? Veja o caso da data mencionada no artigo inicial — 11 de setembro de 2001. Segundo o calendário chinês, esse era o 24.° dia do 7.° mês do 18.° ano do 78.° ciclo. No calendário juliano essa data seria 29 de agosto de 2001. No calendário muçulmano, 22 de jumada II de 1422 e, no hebraico, 23 de elul de 5761. Como poderia haver significação numerológica numa data expressa de tantas maneiras? Outro fator: os idiomas em geral têm sua própria grafia para os nomes. Por exemplo, as letras do nome John, em inglês, tem valor numérico de 2, mas as letras do mesmo nome em espanhol — Juan — têm o valor de 1.
Uma coisa é reconhecer que muitos aspectos do Universo podem ser explicados por meio de fórmulas matemáticas, que podem ser testadas e demonstradas. Bem diferente, porém, é afirmar que o nome duma pessoa foi predeterminado para coincidir com a data de seu nascimento e para ser relacionado com certos números, de modo a se poder definir o destino dessa pessoa.
A conclusão é clara: acreditar que as interpretações numerológicas são exatas, sabendo-se que se baseiam em fatores tão variáveis como calendários e idiomas, é esticar os limites da credibilidade a um grau absurdo.
Uma objeção que os numerólogos não têm como refutar é o fato de que diferentes culturas usam diferentes calendários. Por exemplo, que dizer se a pessoa vive num lugar em que se usa o calendário chinês? Veja o caso da data mencionada no artigo inicial — 11 de setembro de 2001. Segundo o calendário chinês, esse era o 24.° dia do 7.° mês do 18.° ano do 78.° ciclo. No calendário juliano essa data seria 29 de agosto de 2001. No calendário muçulmano, 22 de jumada II de 1422 e, no hebraico, 23 de elul de 5761. Como poderia haver significação numerológica numa data expressa de tantas maneiras? Outro fator: os idiomas em geral têm sua própria grafia para os nomes. Por exemplo, as letras do nome John, em inglês, tem valor numérico de 2, mas as letras do mesmo nome em espanhol — Juan — têm o valor de 1.
Uma coisa é reconhecer que muitos aspectos do Universo podem ser explicados por meio de fórmulas matemáticas, que podem ser testadas e demonstradas. Bem diferente, porém, é afirmar que o nome duma pessoa foi predeterminado para coincidir com a data de seu nascimento e para ser relacionado com certos números, de modo a se poder definir o destino dessa pessoa.
A conclusão é clara: acreditar que as interpretações numerológicas são exatas, sabendo-se que se baseiam em fatores tão variáveis como calendários e idiomas, é esticar os limites da credibilidade a um grau absurdo.
Por Que Existe tal Fascínio?
Nesta era de realização pessoal, qualquer coisa que prometa um melhor conhecimento de causa do significado da vida, ou melhor entendimento do eu, tende a ser bem recebido. Assim, nas palavras dum observador, um dos motivos pelos quais as pessoas se sentem atraídas pela astrologia é que “ela afirma poder dizer-lhe algo sobre a pessoa mais importante de todas, você mesmo”.
Mas será que a astrologia realmente faz isto? E, o que é mais importante, será que as estrelas realmente controlam sua vida? Examinemos mais de perto este fenômeno.
Mas será que a astrologia realmente faz isto? E, o que é mais importante, será que as estrelas realmente controlam sua vida? Examinemos mais de perto este fenômeno.
Contemplar as estrelas hoje em dia
“DA CASA Branca a Wall Street, a astrologia nunca foi tão popular.” Assim começa uma notícia de jornal a respeito do interesse público pela astrologia nos Estados Unidos.
A referência à Casa Branca sem dúvida trouxe à mente do leitor o relato, bastante divulgado, de um ex-assessor presidencial. Em seu livro For the Record (Que Fique Registrado), Donald T. Regan escreveu:
“Virtualmente todo passo ou decisão principal que os Reagans tomaram durante o tempo em que servi como chefe de gabinete da Casa Branca, era aprovado de antemão por uma mulher de São Francisco, que fazia horóscopos, a fim de assegurar-se que os planetas estivessem em conjunção favorável para tal empreendimento.”
Seja o que for que se possa deduzir desse relato, certamente contribuiu muito para trazer a lume o amplo interesse pela astrologia entre as pessoas do mundo ocidental, onde a ciência moderna deveria ter, supostamente, removido o último vestígio da astrologia. Considere os seguintes fatos:
▪ Segundo a AFA (Federação Americana de Astrólogos), existem, nos Estados Unidos, cerca de 5.000 astrólogos profissionais, de tempo integral, e, pelo menos, 50.000 praticantes de tempo parcial. Anualmente, as contribuições pagas pelas leituras totalizam cerca de US$ 35 milhões.
▪ “Todo o ano, na França. . . mais de 10 milhões de pessoas consultam um dos mais de 30.000 astrólogos ou médiuns oficialmente reconhecidos”, diz Toutes les Nouvelles, um semanário parisiense.
▪ Os horóscopos são uma seção regular em 92 por cento, ou em mais de 1.500, dos diários dos Estados Unidos. Na Alemanha, quando um jornal, Weser Kurier, deixou certo dia de publicar a coluna de horóscopo, recebeu telefonemas dos leitores, “que não sabiam se deviam ficar em casa ou sair naquele dia, se deviam investir seu dinheiro, e, caso devessem, em quê”.
▪ É cada vez maior o número de astrólogos que se voltam para os computadores. A “Astro Inteligente” da Suíça, por exemplo, pode prover uma análise de horóscopo de 20 páginas, impressa por computador, ao custo de 55 francos suíços (uns NCz$ 180,00). Um bem-conhecido astrólogo inglês despacha mais de 20.000 horóscopos pessoais computadorizados por ano, a cerca de 10 libras esterlinas (uns NCz$ 90,00) cada um. Até mesmo serviços de horóscopo por telefone se tornam agora disponíveis em cidades como Nova Iorque. A Companhia Telefônica de Nova Iorque informa estar recebendo cerca de um milhão de chamadas por mês.
A referência à Casa Branca sem dúvida trouxe à mente do leitor o relato, bastante divulgado, de um ex-assessor presidencial. Em seu livro For the Record (Que Fique Registrado), Donald T. Regan escreveu:
“Virtualmente todo passo ou decisão principal que os Reagans tomaram durante o tempo em que servi como chefe de gabinete da Casa Branca, era aprovado de antemão por uma mulher de São Francisco, que fazia horóscopos, a fim de assegurar-se que os planetas estivessem em conjunção favorável para tal empreendimento.”
Seja o que for que se possa deduzir desse relato, certamente contribuiu muito para trazer a lume o amplo interesse pela astrologia entre as pessoas do mundo ocidental, onde a ciência moderna deveria ter, supostamente, removido o último vestígio da astrologia. Considere os seguintes fatos:
▪ Segundo a AFA (Federação Americana de Astrólogos), existem, nos Estados Unidos, cerca de 5.000 astrólogos profissionais, de tempo integral, e, pelo menos, 50.000 praticantes de tempo parcial. Anualmente, as contribuições pagas pelas leituras totalizam cerca de US$ 35 milhões.
▪ “Todo o ano, na França. . . mais de 10 milhões de pessoas consultam um dos mais de 30.000 astrólogos ou médiuns oficialmente reconhecidos”, diz Toutes les Nouvelles, um semanário parisiense.
▪ Os horóscopos são uma seção regular em 92 por cento, ou em mais de 1.500, dos diários dos Estados Unidos. Na Alemanha, quando um jornal, Weser Kurier, deixou certo dia de publicar a coluna de horóscopo, recebeu telefonemas dos leitores, “que não sabiam se deviam ficar em casa ou sair naquele dia, se deviam investir seu dinheiro, e, caso devessem, em quê”.
▪ É cada vez maior o número de astrólogos que se voltam para os computadores. A “Astro Inteligente” da Suíça, por exemplo, pode prover uma análise de horóscopo de 20 páginas, impressa por computador, ao custo de 55 francos suíços (uns NCz$ 180,00). Um bem-conhecido astrólogo inglês despacha mais de 20.000 horóscopos pessoais computadorizados por ano, a cerca de 10 libras esterlinas (uns NCz$ 90,00) cada um. Até mesmo serviços de horóscopo por telefone se tornam agora disponíveis em cidades como Nova Iorque. A Companhia Telefônica de Nova Iorque informa estar recebendo cerca de um milhão de chamadas por mês.
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